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Quando
você menos espera, nhac!
Seu anjinho ainda está
mamando e já ataca seu
peito sem piedade, com uma mordida
daquelas, experimentando o uso
e a força dos primeiros
dentinhos. Você pode não
ter se dado conta, mas os dentes
são o primeiro recurso
que a criança ganha e
que pode ser usado para intervir
no ambiente, para mostrar aos
outros que ela tem presença
ativa.
As
mordidas podem começar
assim. Depois, seu filho morde
os brinquedos, como uma forma
de exploração.
Mais crescido, porém,
pode usar a mordida para expressar
descontentamento, fazendo vítimas
entre os amiguinhos, os avós
ou até mesmo a babá
e a professora.
"Por não articular
bem as palavras, a criança
dessa idade exprime- se por
meio do corpo e dos gestos.
Para ela, morder é uma
forma natural de mostrar ao
outro que está com raiva",
afirma a psiquiatra Lidia Strauss,
da Faculdade de Ciências
Médicas da Universidade
Estadual de Campinas (Unicamp).
O
que fazer
As
mordidas são uma fase
passageira. No entanto, mesmo
que pareçam de brincadeira
e não machuquem ninguém,
não devem, jamais, ganhar
aprovação. Caso
contrário, a criança
pode pensar que o que fez é
bom.
A
mãe de Sabrina resolveu
apenas não dar bola para
as primeiras mordidas que a
filha, com 1 ano e meio, deu
em algumas pessoas da família.
Até que a menina mordeu
seu seio quando estava sendo
amamentada. "Eu a repreendi,
dizendo que tinha me machucado.
Ela começou a chorar,
percebendo que eu fiquei triste,
e nunca mais mordeu ninguém",
conta a engenheira química
Jaqueline Tomita.
Palavras
como "dói"
e "não pode"
são a melhor reação
para orientar a criança
a não morder. Segundo
a psiquiatra Lidia, alongar
as explicações
não adianta, porque o
filho dessa idade não
entende. "Aos poucos, ele
aprende a reconhecer os sinais
dos pais que indicam o que não
deve fazer."
Mordidas
demais
Com
o tempo, também, a criança
aprende outras formas de se
expressar e deixa as mordidas
de lado. Se isso não
acontecer a partir dos 3 ou
4 anos, e seu filho continuar
a usar a mordida para aliviar
tensões, é melhor
ficar atenta. "Toda criança
pode se alterar momentaneamente,
por exemplo, numa brincadeira.
Mas mordidas demais sinalizam
agressividade sem controle",
diz Lidia. Se a ação
se repetir com freqüência,
a médica aconselha a
procurar a ajuda de um profissional.
Luciana
Blumenthal, psicóloga
do CAD, Centro de Aprendizagem
e Desenvolvimento.
Maria
Irene Maluf, psicopedagoga e
presidente da Associação
Brasileira de Psicopedagogia
- ABPp
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